Mercado brasileiro de tecnologia e comunicação crescerá 4,9% em 2020

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A IDC já fez suas previsões para o mercado brasileiro de TIC (Tecnologia da informação e comunicação) para 2020.



Durante apresentação do Predictions Brazil 2020, a consultoria revelou que o Brasil terá um crescimento de 4,9% nesse setor, impulsionado pelo cenário econômico favorável, pelo grande aumento no faturamento do nicho de computação na nuvem e pela aceleração no mercado de softwares.

Além disso, segundo a consultoria, o mercado de TI empresarial seguirá tendência de alta, com a previsão de crescer 7,6% em 2020. É bom lembrar que nesses números, em especifico, não estão presentes os dados referentes ao consumo, que devem ser apresentados em outro momento.

Segurança seguirá como prioridade

Muito embora a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não seja uma novidade, as empresas sabem que o limite para adequação chegou e isso se refletirá no número do investimento nesse setor. De acordo com a IDC, 60% das companhias de tecnologia terão a segurança da informação como prioridade e dois terços delas ainda estarão em processo de adequação.

“Países latinos tendem a ser mais reativos, em diversos mercados. Por mais que a LGPD seja uma lei de 2016, o movimento natural do mercado poderá ser visto com mais clareza só agora, quando a adequação precisa ser obrigatoriamente feita”, comentou Pietro Delai, diretor da IDC para cloud e software na América Latina.

Falando de números, a previsão é que o crescimento no investimento em segurança chegue aos 9,6%, com cifras em torno dosUS$ 456 milhões. E, como estamos falando de adequações, o mercado de desenvolvimento customizado também deve ganhar um “boom” e alcançar US$ 968 milhões.

Analytics e inteligência artificial cada vez mais próximos

As empresas de tecnologia devem investir cada vez mais em processos menores e mais assertivos e isso inclui um foco maior em analytics e inteligência artificial, dois itens importantes dentro do mercado e que estão cada vez mais entrelaçados. O retrato disso pode ser materializado pela IDC, que prevê que 64% das empresas de TIC pretendem contratar consultorias especializadas para tratar disso, um aumento de 6,2% com relação ao ano passado.

Já quando falamos desse mercado em geral, as soluções de software voltadas para Analytics e IA crescem 11,5% e, juntas, devem somar US$ 548 milhões em 2020.

Nuvem, a menina dos olhos

Entre os números apresentados pela IDC, a nuvem foi o setor que mais saltou aos olhos. De acordo com a consultoria, o mercado de nuvem pública no Brasil deve alcançar US$ 3,5 bilhões em 2020, o que representa um crescimento de 36,6% sobre o ano anterior. Quando vamos para a área de nuvem privada, o crescimento continua, com as cifras atingindo US$ 1,3 bilhão, impulsionado principalmente por empresas de grande porte, sobretudo de finanças, que geralmente adotam plataformas próprias.

Quando vamos para o nicho de nuvem gerenciada, ou seja, de empresas que prestam esse serviço para outras, o crescimento estimado fica na casa dos R$ 1,2 bilhão (este calculado em Real mesmo), quase 40% a mais em relação a 2019.

A explicação, segundo a IDC, é que mais da metade das empresas têm discutido muito sobre nuvem, seja ela privada ou pública. O que, claro, dará um bom impulso nesse mercado, com empresas grandes, por exemplo, direcionando quase 25% do orçamento de TI para isso.

Se nuvem cresce, as aplicações devem ser modernizadas

Com o crescimento rápido da nuvem, as empresas não conseguiram modernizar os aplicativos no mesmo ritmo, o que afeta diretamente o PaaS (Plataforma como Serviço). Segundo a IDC, apenas 27% desses programas estão em arquiteturas cloud-enabled, o que, claro, motivará um aumento no investimento neste nicho em 2020.

A previsão da IDC é que veremos a aceleração do PaaS e crescimento de 46%, alcançando US$ 678 milhões no Brasil, com a mesma toada em 2021 e 2022.

Redes definidas por software (SD-WAN)

Com 2019 apresentando amadurecimento das ofertas de redes definidas por software, seja pelas operadoras, seja por fornecedoras de TI, a competitividade no setor aumentou, juntamente com o surgimento de novos modelos de contratação desse serviço, como funções de rede e segurança virtualizadas, como roteamento, firewall e Next-gen Firewall, Session Border Controller – SBC, WAN Optimization, WLAN Controller, gerenciamento e analytics para redes.

Dado este impacto no mercado, a IDC sugere que mais da metade das empresas que possuem formação de redes de dados terão implementado alguma iniciativa de SD-WAN até o término do ano de 2020, com crescimento de mais de 70%.

Internet das Coisas como canal de modernização

Para a IDC, a Internet das Coisas será a ferramenta capaz de permitir que a automação seja efetivamente realizada na escala elevada que as organizações necessitam, sobretudo em setores como saúde, maquinário, automotivo, seguradoras, mobilidade entre outros. O crescimento desse mercado, que engloba hardware, software, conectividade e serviços, representará US$ 9,9 bilhões neste ano de 2020, com crescimento comparativo próximo de 20% com relação ao ano passado.

Telecom e serviços gerenciados

Impostante segmento dentro do mercado, as telecomunicações terão papel de transformação em 2020 — não, ainda não estamos falando do 5G. Com o atraso da infraestrutura ocasionado na última década e com a previsão do governo de iniciar o 5G com força no Brasil só em 2021, ou 2022, as mudanças serão outras.

De acordo com a IDC, a tendência é que as operadoras sigam diversificando seu portfólio. Serviços que tenham a ver com conectividade, como segurança, serviços gerenciados, serviços profissionais, IoT e infraestrutura (tanto equipamentos como IaaS – Infraestrutura como serviço), terão maior êxito em 2020.

Juntas, as operadoras superarão o patamar de 10% do mercado total de Serviços Gerenciados em 2020 no Brasil, com mais de uma delas entre os Top 10

DaaS deve ganhar força

O DaaS (Dispositivos como Serviço) tem sido uma alternativa no Brasil para fabricantes e provedores acompanharem o crescimento do mercado. Essa modalidade reduz custos e faz com que as companhias estejam sempre atualizadas e com equipamentos alinhados dentro das necessidades.

De acordo com a IDC, o Brasil apresentará um grande crescimento na comercialização de produtos “como serviço” para empresas, visto que o país ainda tem um grande potencial de expansão na venda de dispositivos B2B.

Em 2020, este mercado deve superar R$ 2 bilhões , o que representará um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Além disso, o mercado de DaaS fechará o ano com uma participação de 12% no valor de vendas de dispositivos para empresas no Brasil.

Dispositivos Smart

Em 2019, vimos um grande crescimento no número de aparelhos inteligentes, como pulseiras, relógios, tênis e por aí vai. Mas, segundo a IDC, o que vimos no ano passado será pouco perto do que pode ocorrer em 2020, não apenas para pessoa física, mas também para as empresas.

No campo dos wearables, a IDC estima que o mercado terá um impulso de 62% no número de unidades vendidas e 73% em termos de valores (em dólar). Já para os alto-falantes inteligentes, como o Amazon Echo ou o Google Nest, o crescimento será de 50% em vendas e 40% em dinheiro. E, por fim, aparelhos para casa conectada devem representar crescimento superior aos 55% no número de produtos e 40% em arrecadação.

Resumo dos números

  • Segurança – 9,6% e US$ 456 milhões
  • Analytics e IA – 11,5% e US$ 548 milhões
  • Nuvem Publica – 36,6% e US$ 3,6 bilhões
  • Nuvem Gerenciada – 40% e R$ 1,2 bilhão
  • Modernização de aplicações – 46% e US$ 678 milhões
  • SD-WAN – 70% de crescimento
  • Internet das Coisas – 20% e 9,9 US$ bilhões
  • Telecom e serviços gerenciados – 10% de crescimento
  • Dispositivos como serviço – 12% e R$ 2 bilhões
  • Produtos inteligentes – Wearables (62% em unidades e 73% em valores); Alto-falantes inteligentes (50%/ 40%); Casa Conectada (55%/ 40%)

 

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