6 competências para surfar bem na onda da transformação digital

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Segundo especialista, mão de obra precisa alinhar seu mindset para acompanhar essa transformação.


A transformação digital é cada vez mais vista como um caminho importante pelas empresas em busca de tornar as operações mais eficientes e impulsionar a inovação.

No entanto, a tecnologia por si só não é suficiente. “A tecnologia é um aliado sem precedentes porém, a capacidade cognitiva e afetiva do ser humano é insubstituível e, cada vez mais, as relações interpessoais têm peso maior nas decisões e no sucesso da entrega final,” afirma o Chief Digital Officer da divisão de produtos profissionais da L’Oréal, Andrea Iorio.

De acordo com o especialista, a mão de obra precisa alinhar seu mindset para acompanhar a transformação digital na indústria. Confira abaixo 6 competências fundamentais que os líderes devem desenvolver juntamente à implementação da transformação digital na indústria, segundo Iorio.

1. Flexibilidade Cognitiva A flexibilidade cognitiva é nossa capacidade de jogo de cintura em situações inesperadas. Ela também estimula a resiliência, que é a nossa capacidade de superar os percalços da vida, difíceis de aceitar e que podem nos derrubar. Essa competência transforma fracassos em um motor de motivação, capaz de gerar grandes mudanças – para melhor – em nós. A melhor forma de desenvolver essa capacidade é fazendo atividades fora da sua rotina e se desafiando em novos contextos, como por exemplo: estudando uma nova língua, tendo um novo hobby, fazendo um trabalho voluntário ou outras experiências que te façam vivenciar outras realidades.

2. Altruísmo digital É certo que a tecnologia acabou por tornar as pessoas mais solitárias e, por vezes, atrapalha a real conexão humana. Mas, essa conexão, as relações humanas são bases essenciais para qualquer negócio, inclusive na indústria. A tecnologia entra aqui como um complemento à experiência humana, que tem como base a reciprocidade e a empatia. Por tanto o líder deve ter sempre como foco os relacionamentos e praticar a empatia.

3. Inovação incremental Inovação não é necessariamente inventar algo novo, mas sim absorver conhecimento e aprimorar. É aquela coisa de estar sempre de olho na grama do vizinho e aproveitar os buracos. De acordo com o especialista, o jeito de fazer inovação hoje é incremental, mantendo elementos de familiaridade dos consumidores e acrescentando recursos. Ou seja otimizar processos, melhorar procedimentos já existentes.

4. Comportamento humano Aprender cada vez mais sobre comportamento humano é primordial. É interessante pensar em variáveis, anotar as reações às novidades introduzidas e analisar os resultados. A parte psicológica é muito importante em qualquer processo. Neste caso, a observação e a escuta são fundamentais para entender melhor seu público.

5. Pensamento crítico Pensamento crítico tem a ver com ‘não aceitar o status quo’, ou seja, não aceitar as coisas como são, simplesmente porque são desse jeito. Tenha sempre um olhar crítico e repense seus métodos e estratégias, veja se tudo está mesmo sendo feito para alcançar o seu objetivo final. Caso se trate de um processo já estabelecido na empresa em que você trabalha, sugira mudanças. Elas não virão se alguém não sair do que já está estabelecido.

6. Foco no resultado O foco no resultado é importante para garantir uma melhora na qualidade do serviço. É igualmente importante, ter ao mesmo tempo uma visão horizontalizada e verticalizada, ou seja, do macro e do específico. “O avanço da tecnologia não é mais linear, e sim exponencial. Isso representa enormes oportunidades de gerar valor com rapidez, mas, ao mesmo tempo, traz enormes desafios sobre nosso papel no mercado de trabalho, a maneira que absorvemos conhecimento e como lidamos com as pessoas”, observa Iorio.

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