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Pesquisa inédita do Programa de Pós-Graduação em Transportes investiga como a isenção de IPVA influencia a decisão dos moradores do DF
O Brasil acaba de viver o maior ano da sua história em vendas de veículos
eletrificados, e o Distrito Federal desponta como a unidade da Federação com mais
veículos elétricos por habitante. Mas uma pergunta segue sem resposta científica: o
brasiliense compra um carro elétrico por causa do benefício fiscal, ou apesar dele? É
isso que uma nova pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) quer descobrir.
Conduzido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Transportes (PPGT) da UnB,
sob orientação do Prof. Otavio Henrique da Silva, o estudo investiga a percepção e a
atitude da população do DF diante dos incentivos governamentais à adoção de
veículos elétricos e híbridos, com foco na isenção do IPVA como instrumento de
política pública.
Um mercado em plena aceleração
Os números ajudam a entender a urgência do tema:
● O Brasil fechou 2025 com 223.912 veículos eletrificados vendidos, recorde
histórico e crescimento de 26% sobre 2024, segundo a Associação Brasileira do
Veículo Elétrico (ABVE).
● O segmento cresceu cerca de dez vezes mais rápido que o mercado total de
automóveis leves no mesmo período.
● Em dezembro de 2025, os eletrificados chegaram a representar 13% de todas
as vendas de veículos leves do país.
● Para dimensionar a curva: em 2016, foram pouco mais de mil unidades no ano
inteiro; hoje, a frota nacional de elétricos e híbridos se aproxima de 590 mil
veículos.
O DF lidera os incentivos e a adoção por habitante
No Distrito Federal, a aposta no benefício fiscal é clara. A região concede isenção total
de IPVA a veículos elétricos e híbridos elegíveis, sem teto de valor, regra atualmente
regulamentada pelos Decretos nº 46.799/2025 e nº 46.902/2025. Enquanto os demais
veículos pagam alíquota de 3,5%, o proprietário de um elétrico ou híbrido elegível paga
zero.
E o resultado aparece nos números. Segundo a ABVE, o DF tem a segunda maior frota
de eletrificados do país, cerca de 48,5 mil veículos em janeiro de 2026, atrás apenas de
São Paulo (181,3 mil). A diferença é que o DF concentra essa frota em uma população
de menos de 3 milhões de pessoas:
● O DF tem cerca de 17 veículos eletrificados para cada mil habitantes, contra
aproximadamente 4 por mil em São Paulo. Na proporção por habitante, é a
unidade da Federação que mais possui veículos elétricos.
● Em novembro de 2025, os eletrificados chegaram a representar 35% de todas
as vendas de veículos leves no DF, a maior penetração registrada entre os
estados brasileiros.
Ainda assim, falta uma peça do quebra-cabeça: entender o que, de fato, pesa na
decisão do consumidor.
A lacuna que a pesquisa quer preencher
Apesar do avanço das políticas de incentivo, não há, até o momento, estudo
acadêmico que investigue especificamente a percepção da população do DF sobre a
isenção de IPVA como fator de decisão de compra. É exatamente essa lacuna que a
pesquisa pretende preencher, gerando evidências capazes de orientar futuras políticas
de mobilidade e de incentivo fiscal.
Ancorado em modelos consagrados de comportamento e de aceitação de tecnologia, o
estudo busca medir não apenas se as pessoas aprovam o benefício, mas quanto ele
realmente influencia a intenção de compra e o que aconteceria com essa intenção caso
o incentivo deixasse de existir.
Como participar
A pesquisa é totalmente online, anônima, leva de 4 a 7 minutos e receberá respostas
até a data limite de 30 de junho de 2026. Podem participar pessoas que:
● Tenham 18 anos ou mais;
● Residam no Distrito Federal;
● Aceitem participar voluntariamente, nos termos da Resolução nº 466/2012 do
CNS.
Para responder, acesse: https://unb.pesquisamobilidade.app
Sobre a pesquisa
O estudo integra as atividades do Programa de Pós-Graduação em Transportes
(PPGT) da Universidade de Brasília e segue as diretrizes éticas da Resolução nº
466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Todas as respostas são tratadas de
forma confidencial e utilizadas exclusivamente para fins acadêmicos.
























