No segundo trimestre de 2021, empresa chinesa ocupou o segundo lugar entre as maiores fabricantes de smartphones do mundo


A chinesa Xiaomi se tornou a segunda maior fabricante de smartphones do mundo no segundo trimestre de 2021, desbancando a Apple pela primeira vez.

De acordo com levantamento da consultoria especializada em tecnologia Canalys Research, a Xiaomi teve participação de 17% no mercado global de smartphones no período. O resultado superou os 14% registrados pela Apple, ficando atrás apenas da coreana Samsung, com 19%.

Ben Stanton, gerente de análise da Canalys Research, destaca em nota que a Xiaomi tem crescido fortemente no exterior, especialmente na América Latina. Houve um aumento de mais de 300% das vendas na região, ante 150% na África e de cerca de 50% na Europa Ocidental.

“Todos os fornecedores estão lutando arduamente para garantir o fornecimento em meio à escassez global de componentes, mas a Xiaomi já tem os olhos postos no próximo prêmio: substituir a Samsung e se tornar a maior fornecedora do mundo”, escreveu o analista da Canalys Research.

Entre os meses de abril a junho, as vendas de smartphones ao redor do mundo cresceram 12%, em meio ao avanço do calendário de vacinação e com as economias desenvolvidas retomando à normalidade. Segundo o levantamento, a Xiaomi registrou crescimento de 83% nas vendas no período, seguida pela Oppo, com 28%. Apple e Samsung tiveram expansão de 1% e 15%, respectivamente.

Desafios para a Xiaomi

Ainda que a companhia esteja transformando seu modelo de negócios, com iniciativas como a consolidação de parceiros, Stanton destaca que a Xiaomi ainda está muito voltada para um público de massa. Na comparação com Samsung e Apple, seus produtos são vendidos 40% e 75% mais baratos, respectivamente.

Nesse cenário, a principal prioridade da Xiaomi este ano deverá ser a de ampliar suas vendas nos produtos top de linha, escreve Stanton, como o Mi 11 Ultra, que foi anunciado em março e ainda não tem data de lançamento no Brasil.

Contudo, a batalha não será fácil, avalia Stanton. Fabricantes como a Oppo Electronics e a também chinesa Vivo compartilham o mesmo objetivo, e estão dispostas a gastar acima da média do mercado em campanhas de marketing para construir suas marcas.

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