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Jogo foi desenvolvido com investimento do programa Start BSB, que impulsiona startups de tecnologia e inovação.
Um futuro submerso, submarinos e sobreviventes tentando reconstruir a humanidade em um oceano hostil e imprevisível: este é o cenário de A Tale of Silent Depths. Desenvolvido pelo estúdio independente Crit42 Studio, o game foi criado com apoio do programa Start BSB, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), e nasce como mais um exemplo da expansão da indústria criativa brasiliense. O jogo, junto com um livro inspirado no mesmo universo, será lançado durante o Brasília Game Festival, nos dias 15, 16 e 17 de maio, na Arena BSB Mané Garrincha. Os ingressos gratuitos devem ser retirados no site.
“A Tale of Silent Depths surgiu muito como um jogo que eu sempre quis jogar. Sou muito fã de RPGs e de gêneros como rogue-like. A ideia era criar uma experiência contemplativa, de exploração e solidão em um mundo pós-apocalíptico submerso”, relata o criador do jogo e autor do livro derivado, Eduardo dos Santos Azevedo.
O game foi selecionado para o eixo II do Start BSB, voltado à incubação de startups. Iniciado em 2025, o programa do GDF visa fomentar negócios de tecnologia e inovação ao longo de três anos, com investimento de R$ 43 milhões. No total, são três eixos, sendo o primeiro eixo voltado para a ideação, o segundo para incubação e o terceiro para aceleração dos negócios.
A presidente do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira, explica que o Start BSB foi estruturado para criar uma trilha contínua para startups do DF. “No caso da incubação, que é a etapa executada pelo instituto, as startups recebem R$ 110 mil e passam por um acompanhamento completo. Não é só entregar o recurso. Eles recebem suporte administrativo, jurídico, contábil, de marketing, design e mentorias para estruturar o negócio”, detalha a presidente. “O Start BSB ajuda não apenas financeiramente, mas também a pensar estratégias de mercado e internacionalização. São novos CNPJs nascendo no Distrito Federal, gerando emprego, renda e ampliando a arrecadação local”, destaca Cristiane.
Mundo gamer
Em A Tale of Silent Depths, o planeta foi inundado após o derretimento das calotas polares, e a humanidade sobrevive séculos depois em submarinos. “É quase uma proposta ambiental de design fiction, de imaginar futuros possíveis por meio da narrativa”, afirma Eduardo, que acrescenta que o lançamento no festival celebra anos de dedicação ao setor. “De todos os jogos que eu fiz, esse é o que mais me divertiu desenvolver e também o que está tendo os melhores resultados. Ver as pessoas entendendo a proposta do jogo, se conectando com esse universo, aquece muito o coração”, diz.
O desenvolvedor destaca que o apoio do GDF foi decisivo para transformar o projeto em realidade. “Foi essencial. Sem esse funding (financiamento), o jogo não sairia tão cedo. Muitas vezes o mercado privado exige métricas e resultados imediatos que nem sempre permitem inovação ou criatividade. O Start BSB foi esse ponto de virada”, afirma. “Hoje consigo olhar para o jogo e ver o quanto cresceu. Além do recurso financeiro, o programa oferece capacitação e um olhar de negócios que tem sido muito valioso”, acrescenta.
“Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade” – Samara Araújo, subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF
A subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Samara Araújo, ressalta que o setor de games vem ganhando protagonismo na economia criativa brasiliense. “Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade”, afirma.
Entre as principais iniciativas da pasta para impulsionar o setor está o Brasília Game Hub, projeto localizado na Asa Norte fruto de parceria entre a Secti-DF e o Instituto Conecta Brasil. “O Brasília Game Hub, principal vetor desse crescimento, mobilizou R$ 35 milhões em potencial de investimentos em apenas um ano e prepara os estúdios para um mercado em plena expansão”, complementa.
Um dos responsáveis pelo Brasília Game Hub, Carlos Victor Mendes, reforça a expansão do setor. “Nos últimos três anos, passamos de 20 para 60 estúdios em Brasília e crescemos na parte de empregabilidade, com contratação direta de mais de 180 pessoas e faturamento de mais de R$ 8 milhões. É um mercado global que tem muita possibilidade de mudar a matriz econômica de Brasília, fomentando e criando empregos, gerando imposto para o governo”, afirma. “Hoje um jogo que é produzido em Brasília pode ser lançado nos Estados Unidos, fazer sucesso na Rússia e receber investimento de japoneses.”


























