O Observatório Softex, em um movimento estratégico para o futuro tecnológico brasileiro, divulgou em 17 de setembro de 2026 o Caderno 3 do seu renomado estudo TICs 2026. Este novo relatório mergulha profundamente na análise da adoção de Inteligência Artificial e semicondutores no país.

A pesquisa não apenas mapeia o cenário atual, mas também propõe um conjunto de diretrizes essenciais para impulsionar a inovação e solidificar a autonomia tecnológica nacional. A iniciativa visa posicionar o Brasil de forma mais robusta no panorama global da tecnologia, abordando desafios e oportunidades.

Dados relevantes apontam um crescimento na adoção de IA por empresas brasileiras, que passou de 13% em 2024 para 17,5% em 2025, evidenciando uma aceleração na incorporação destas ferramentas no ambiente corporativo.

O ESTUDO TICS 2026 E SEUS PILARES

O Caderno 3 do estudo TICs 2026, lançado pelo Observatório Softex, dedica-se a uma análise multifacetada do cenário tecnológico nacional. Ele explora quatro pilares fundamentais para o desenvolvimento e a competitividade do Brasil: inteligência artificial, semicondutores, ESG (Ambiental, Social e Governança) e internacionalização.

A investigação aprofundada destes temas permite identificar gargalos e oportunidades, oferecendo uma base sólida para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais que fomentem a inovação e a soberania tecnológica.

AVANÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

A inteligência artificial demonstra uma trajetória de crescimento consistente no ambiente corporativo brasileiro. A adoção de soluções de IA por empresas no Brasil saltou de 13% em 2024 para 17,5% em 2025, indicando uma maior percepção dos benefícios que esta tecnologia pode oferecer.

Entre as grandes empresas, o cenário é ainda mais expressivo, com quase metade delas já utilizando IA, atingindo 49,6%. Este dado sublinha o papel das grandes corporações como motor inicial na incorporação de tecnologias disruptivas.

Um ponto de atenção levantado pelo estudo é a forma predominante de adoção. Cerca de 79,8% das empresas utilizam IA por meio da aquisição de soluções prontas. Isso sugere uma dependência de fornecedores externos e a necessidade de fortalecer a capacidade interna de desenvolvimento e adaptação de tecnologias de IA.

O DESAFIO E A OPORTUNIDADE DOS SEMICONDUTORES

Os semicondutores são a base de praticamente toda a tecnologia moderna, desde smartphones a sistemas de computação de alto desempenho. O mercado global de semicondutores está em franca expansão, com projeção de alcançar US$ 738,6 bilhões em 2026, o que ressalta a importância estratégica deste setor.

O Brasil possui uma infraestrutura de computação de alto desempenho robusta, concentrando mais de 90% da capacidade regional da América Latina. Esta capacidade pode ser um diferencial para o desenvolvimento e teste de projetos relacionados a semicondutores e outras tecnologias avançadas.

Contudo, a autonomia tecnológica no setor de semicondutores requer mais do que apenas capacidade de uso. Ela demanda investimentos em design, fabricação e pesquisa, buscando reduzir a dependência externa e garantir suprimentos estratégicos para a indústria nacional.

ESG E INTERNACIONALIZAÇÃO: ALAVANCAS PARA O FUTURO

Além da IA e dos semicondutores, o estudo TICs 2026 também explora a relevância das práticas ESG e da internacionalização para o ecossistema tecnológico brasileiro. Estes pilares são vistos como cruciais para a sustentabilidade e expansão do setor.

A integração de princípios ESG promove um desenvolvimento mais responsável e ético, enquanto a internacionalização abre portas para novos mercados, colaborações e o intercâmbio de conhecimento, fatores essenciais para a competitividade global e a atração de investimentos.

AGENDA NACIONAL PARA AUTONOMIA TECNOLÓGICA

Com base nas análises e dados levantados, o Observatório Softex propõe uma agenda nacional integrada. Esta agenda visa consolidar o Brasil como um polo de inovação e garantir sua autonomia tecnológica em áreas críticas.

As recomendações incluem o desenvolvimento e a coordenação de políticas para inteligência artificial, dados, nuvem, cibersegurança, software e semicondutores. A sinergia entre estas áreas é fundamental para criar um ecossistema tecnológico robusto e interconectado.

CONSTRUINDO A SOBERANIA DIGITAL

A construção de uma agenda nacional integrada representa um passo fundamental para que o Brasil não seja apenas um consumidor de tecnologia, mas também um protagonista em seu desenvolvimento e produção. Isso implica em investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, formação de talentos e o fomento a um ambiente regulatório que incentive a inovação.

PARCERIAS E COORDENAÇÃO

A efetividade desta agenda depende de uma coordenação eficaz entre governo, academia e setor privado. Parcerias estratégicas podem acelerar a criação de soluções nacionais, a capacitação de profissionais e a inserção do Brasil em cadeias de valor globais de alta tecnologia.

PERGUNTAS FREQUENTES

O QUE É O OBSERVATÓRIO SOFTEX?

É uma iniciativa da Softex que monitora tendências e dados do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil, gerando estudos e análises para apoiar o desenvolvimento do ecossistema.

QUAL O PRINCIPAL OBJETIVO DO ESTUDO TICS 2026?

O estudo TICs 2026 tem como objetivo analisar o cenário tecnológico brasileiro, com foco em IA e semicondutores, para propor diretrizes que promovam a inovação e a autonomia tecnológica do país.

COMO ESTÁ A ADOÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO BRASIL?

A adoção geral de IA por empresas brasileiras cresceu de 13% em 2024 para 17,5% em 2025. Em grandes empresas, este índice atinge 49,6%, sendo a maioria por meio de soluções prontas.

POR QUE OS SEMICONDUTORES SÃO IMPORTANTES PARA A AUTONOMIA?

Semicondutores são componentes fundamentais para quase toda a tecnologia moderna. Desenvolver capacidade nacional neste setor reduz a dependência externa, fortalece a soberania tecnológica e impulsiona a inovação local.

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