Apple e Samsung ampliaram participação no mercado global de smartphones no segundo trimestre de 2026, na contramão da retração geral do setor. Enquanto o mercado como um todo recuou entre 6% e 11% conforme a consultoria consultada, as duas maiores fabricantes do mundo conseguiram crescer em unidades vendidas e em fatia de mercado no mesmo período.

Segundo a Omdia, a Samsung manteve a liderança isolada com cerca de 22% de participação, alta em relação aos 20% do trimestre anterior, impulsionada especialmente pelo controle da própria produção de memória, item que encareceu os aparelhos concorrentes ao longo do trimestre.

Já a Apple viveu o que analistas classificaram como o melhor segundo trimestre da sua história, com participação subindo para cerca de 20%, patamar recorde para esse período do ano, historicamente mais fraco para a marca em razão do ciclo de lançamento de novos iPhones no segundo semestre.

O papel da linha iPhone 17

A série iPhone 17 seguiu como o produto mais vendido do mundo durante o trimestre, sustentando o crescimento da Apple mesmo em um período tradicionalmente mais fraco de vendas. A decisão da empresa de não reajustar preços da linha, mesmo com o encarecimento de componentes de memória, ajudou a manter a demanda aquecida em diversos mercados.

A vantagem da produção própria de memória

Tanto Apple quanto Samsung compartilham uma vantagem competitiva importante diante da crise de componentes, o controle sobre parte relevante da própria cadeia de produção de chips. Enquanto concorrentes dependem de fornecedores externos e sentem diretamente o encarecimento da memória, as duas empresas conseguem absorver melhor esses custos e manter preços mais estáveis.

O outro lado, marcas chinesas em queda

Enquanto Apple e Samsung avançaram, Xiaomi, OPPO e vivo registraram quedas de dois dígitos em unidades vendidas no mesmo trimestre. A Xiaomi viu sua participação recuar de 15% para 11%, a OPPO caiu de 12% para 10% e a vivo passou de 9% para 8%, resultado direto da concentração dessas marcas em produtos de entrada e intermediário, segmentos mais sensíveis ao aumento nos custos de componentes.

O ponto fraco da Apple na China

Apesar do desempenho global positivo, a Apple enfrentou queda nas vendas do iPhone especificamente no mercado chinês, mesmo com promoções antecipadas para o festival de compras de 18 de junho. O resultado mostra que, enquanto a marca ganha espaço em outras regiões, a concorrência local segue pressionando a companhia dentro da China.

Divergência entre consultorias sobre a liderança

Vale notar que consultorias diferentes chegaram a conclusões distintas sobre qual empresa liderou o trimestre. Enquanto a Omdia aponta a Samsung na frente com folga, a Counterpoint Research colocou a fatia da Samsung em 24% contra 20% da Apple, e outras leituras do mesmo período chegaram a mostrar as duas companhias tecnicamente empatadas, evidenciando a proximidade da disputa entre as marcas.

Perguntas frequentes

Qual empresa lidera o mercado global de smartphones

A Samsung aparece na liderança na maioria dos levantamentos do trimestre, com a Apple logo atrás, em uma disputa considerada acirrada pelas consultorias.

Por que a Apple teve seu melhor segundo trimestre da história

O bom desempenho da linha iPhone 17 e a decisão de não reajustar preços, mesmo com o aumento no custo de memória, sustentaram o crescimento da marca no período.

Por que marcas chinesas perderam participação de mercado

Xiaomi, OPPO e vivo concentram boa parte do portfólio em produtos de entrada e intermediário, segmentos mais afetados pelo aumento nos custos de componentes.

A Apple também cresceu na China

Não. Apesar do bom desempenho global, a marca registrou queda nas vendas de iPhone especificamente no mercado chinês.

Apple e Samsung têm alguma vantagem em comum diante da crise de memória

Sim. As duas companhias controlam parte relevante da própria produção de chips, o que ajuda a absorver melhor o encarecimento dos componentes.

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