Um grupo de 20 congressistas republicanos dos Estados Unidos manifestou preocupação com um projeto de lei brasileiro. Eles enviaram uma carta ao representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, pedindo intervenção contra a proposta de regulação de grandes empresas de tecnologia no Brasil.
Os parlamentares alegam que a Lei da Concorrência Justa para Mercados Digitais, ou PL 4.675/2025, discrimina as empresas americanas do setor. A iniciativa foi encabeçada pelos deputados Adrian Smith e Jim Jordan, que buscam incluir o tema nas negociações comerciais entre os dois países.
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PRESSÃO SOBRE O PROJETO BRASILEIRO
Vinte congressistas republicanos dos EUA assinaram o documento enviado ao USTR Jamieson Greer. A carta expressa uma forte oposição ao PL 4.675/2025, que visa regular o mercado digital no Brasil. Os signatários defendem que o governo americano adote uma postura firme.
A intenção dos parlamentares é que a discussão sobre este projeto de lei brasileiro faça parte das negociações comerciais futuras com o Brasil. Eles veem a proposta como um potencial obstáculo para as empresas de tecnologia dos Estados Unidos que operam no mercado brasileiro.
AS ALEGAÇÕES DE DISCRIMINAÇÃO
A principal crítica dos congressistas se concentra na suposta discriminação. Eles argumentam que a Lei da Concorrência Justa para Mercados Digitais pode criar um ambiente regulatório desfavorável para as companhias americanas. A preocupação é que as regras estabelecidas pelo PL afetem desproporcionalmente essas empresas.
Os parlamentares entendem que a aplicação do projeto de lei pode gerar desvantagens competitivas. Isso, na visão deles, prejudicaria a presença e a expansão de empresas de tecnologia dos EUA no mercado brasileiro, impactando o comércio bilateral.
O PL 4.675/2025 E SUA INSPIRAÇÃO
O projeto de lei brasileiro em questão, o PL 4.675/2025, busca criar um marco regulatório para as grandes plataformas digitais. Ele tem como objetivo promover a concorrência e evitar práticas anticompetitivas no ambiente online. A proposta está em tramitação no Congresso Nacional.
Uma das principais características do PL brasileiro é sua inspiração na Lei dos Mercados Digitais (DMA) da União Europeia. A DMA é uma legislação robusta que impõe obrigações e proibições a grandes empresas de tecnologia, conhecidas como ‘gatekeepers’, para garantir mercados digitais mais justos e abertos. A ideia é replicar um modelo semelhante de regulação no Brasil.
LÍDERES DA INICIATIVA
Os deputados Adrian Smith e Jim Jordan são os principais articuladores por trás desta carta. Adrian Smith é um congressista experiente, com foco em comércio e relações internacionais. Ele expressou publicamente sua preocupação com as barreiras comerciais que o projeto brasileiro poderia criar.
Jim Jordan, conhecido por sua atuação em questões de liberdade de expressão e concorrência, também foi uma figura central. Ambos os parlamentares veem a regulação proposta pelo Brasil como um movimento que pode minar os princípios do livre mercado e beneficiar indevidamente concorrentes locais.
O CONTEXTO BRASILEIRO DA REGULAÇÃO
A busca por uma regulação mais efetiva das grandes plataformas digitais não é exclusiva da União Europeia ou alvo de debates apenas nos Estados Unidos. No Brasil, o tema ganhou força nos últimos anos, impulsionado pela necessidade de proteger consumidores, garantir a privacidade de dados e fomentar um ambiente de concorrência mais equitativo para empresas menores.
O PL 4.675/2025 surge neste cenário como uma resposta às preocupações crescentes sobre o poder de mercado das ‘big techs’. Autoridades e especialistas brasileiros defendem que a regulação é essencial para evitar abusos, controlar a disseminação de desinformação e assegurar que o ambiente digital não seja dominado por poucos atores. A discussão no Congresso reflete uma tendência global de governos buscando maior controle sobre essas plataformas.
IMPLICAÇÕES NAS RELAÇÕES BILATERAIS
A inclusão do PL 4.675/2025 nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar tensões. O USTR, ao receber a carta, tem a prerrogativa de avaliar e, se julgar pertinente, levantar a questão nas conversas com autoridades brasileiras. Isso poderia adicionar uma nova camada de complexidade às relações diplomáticas e econômicas.
O Brasil tem buscado fortalecer laços comerciais, mas a pressão de Washington sobre temas legislativos internos pode ser vista como uma interferência. A forma como o governo brasileiro responderá a essa pressão determinará o curso das próximas etapas e o impacto nas empresas de tecnologia que atuam no país.
PERGUNTAS FREQUENTES
O que é o PL 4.675/2025?
É um projeto de lei brasileiro que busca regular grandes empresas de tecnologia, inspirado na legislação europeia. Seu objetivo é promover a concorrência e evitar práticas anticompetitivas no mercado digital.
Quem são os congressistas que assinaram a carta?
Um grupo de 20 congressistas republicanos dos Estados Unidos assinou a carta. A iniciativa foi encabeçada pelos deputados Adrian Smith e Jim Jordan.
Por que os congressistas dos EUA se opõem ao projeto?
Eles alegam que a proposta brasileira discrimina empresas americanas de tecnologia e pode criar desvantagens competitivas, prejudicando o livre comércio e a presença dessas empresas no Brasil.
O que os congressistas esperam do governo Trump?
Eles pedem que o Representante de Comércio dos EUA (USTR) intervenha e inclua a discussão sobre o PL 4.675/2025 nas negociações comerciais com o Brasil, buscando proteger os interesses das empresas americanas.

























