O Google integrou o modelo de geração de imagens Nano Banana 2 ao Google Earth, permitindo que usuários criem cenas personalizadas a partir de imagens de satélite, fotografias aéreas e modelos tridimensionais de lugares reais. O recurso está disponível globalmente na versão do Google Earth para navegador desde a última quinta-feira.

A novidade transforma uma ferramenta até então voltada apenas à exploração de mapas em um espaço de criação visual. Em vez de apenas mostrar o que já existe em determinado local, o Google Earth passa a permitir imaginar o que poderia estar ali, seja um projeto urbanístico, uma reconstrução histórica ou um infográfico educativo.

O recurso usa como base a visualização atual do mapa selecionada pelo usuário, capturada automaticamente ao acionar a ferramenta, e a combina com um comando de texto descrevendo a transformação desejada na cena.

Como usar a ferramenta no Google Earth

Para começar, o usuário abre um projeto no Google Earth para a Web, escolhe um local no mapa e clica no ícone de criar imagem na barra de ferramentas. O sistema captura a visualização atual como base e abre um campo de texto para descrever a mudança desejada, que pode ser refinada em comandos seguidos até chegar ao resultado esperado.

Reconstrução de cenários históricos

Um dos usos destacados pelo Google é a reconstrução de locais históricos, como visualizar como eram as ruínas de Pompeia antes da erupção do Vesuvio ou recriar o visual de uma cidade há um século. A proposta é ajudar estudantes e professores a visualizar o passado de forma mais concreta do que apenas por meio de textos e fotos antigas.

Infográficos e projetos urbanísticos

A ferramenta também permite criar infográficos personalizados sobre pontos turísticos, reunindo informações buscadas pelo Gemini em um formato visual direto. Outro uso citado envolve transformar terrenos vazios em renderizações de condomínios, praças ou centros comerciais, útil para apresentações de projetos imobiliários e urbanísticos.

Limitações do recurso

As imagens geradas só podem ser salvas dentro de projetos do próprio Google Earth, sem opção de download ou exportação direta para fora da plataforma. Todas as criações recebem uma marca d’água visível, além de uma marca d’água invisível incorporada ao arquivo, para diferenciá-las das imagens originais capturadas por satélite.

O modelo por trás da novidade

O recurso utiliza o Nano Banana 2, também chamado de Gemini 3.1 Flash Image, considerado pelo Google o modelo generalista da família de geração de imagens da empresa, equilibrando velocidade com resolução de até 4K e maior precisão na renderização de texto dentro das imagens criadas.

Perguntas frequentes

O recurso já está disponível no Brasil

Sim. A integração do Nano Banana ao Google Earth foi lançada globalmente e já pode ser usada por qualquer usuário na versão para navegador.

É possível baixar as imagens criadas

Não. As criações ficam salvas apenas dentro de projetos do Google Earth, sem opção de exportação direta.

As imagens geradas têm marca d’água

Sim. Todas recebem uma marca d’água visível e outra invisível para indicar que foram criadas por inteligência artificial.

Qual modelo de IA gera as imagens

O recurso usa o Nano Banana 2, também conhecido como Gemini 3.1 Flash Image.

O recurso funciona no aplicativo do Google Earth para celular

Por enquanto, a ferramenta está disponível apenas na versão do Google Earth para navegador.

Notícia anteriorDJI lança Osmo Pocket 4P por US$ 619 fora dos Estados Unidos