Tecnologia financeira: bilhões em investimentos e grandes evoluções no setor

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Executivos do mercado comentam sobre o futuro da tecnologia e as principais oportunidades.


Apesar do cenário macroeconômico, o mercado financeiro do Brasil tem se reinventado a cada dia. Impulsionadas por uma agenda de inovação promovida pelo Banco Central, com o intuito de modernizar o setor e aumentar o acesso da população aos serviços financeiros, diversas oportunidades surgem para o sistema como um todo.

As fintechs, por exemplo, tiveram um papel importante nessa modernização, trazendo novas tecnologias ao mercado. Com grande crescimento no país, atualmente já são 1.289 startups voltadas para o mercado financeiro atuando no Brasil, segundo o estudo Inside Fintech, da Distrito.

A chegada de novos meios de pagamento digital e do Open Finance no país tornam o ambiente ainda mais promissor.

Investimento em tecnologia

Para lidar com esse cenário, o setor financeiro tem investido em peso em tecnologia, tanto no Brasil quanto no mundo.

Segundo pesquisa realizada pela Febraban, a estimativa é de que o orçamento dos bancos nessa área chegue a R$ 35,5 bilhões em 2022, 18% a mais do que em 2021. No ano passado, o crescimento foi de 13% em relação a 2020.

O estudo destaca ainda seis temas na agenda tecnológica dos bancos para este ano: Open Finance, inteligência artificial, automação, cloud, segurança cibernética e privacidade de dados e transformação cultural da área de tecnologia da informação.

Segundo o levantamento, 61% dos bancos pretendem construir uma maior integração com o ecossistema, ofertando produtos nos canais digitais e físicos.

Empresas se adaptam às mudanças

Para se adequar às novas demandas, empresas do setor investem não só em melhorias dos serviços em inovação, mas em ampliação do portfólio e reforço da equipe. A Sinqia tem realizado diversas ações nesse sentido para acompanhar as transformações do mercado.

A companhia concluiu três aquisições este ano (NewCon, LOTE45 e Mercer Seguridade) e segue em busca de novas oportunidades para expandir a gama de serviços de software que oferece a instituições financeiras. Ao todo, foram seis aquisições nos últimos 12 meses.

No início do ano, a integração das aquisições recentes foi a prioridade, devido ao cuidado crescente com a evolução do portfólio de produtos e satisfação do cliente.

Para apoiar os planos, a  empresa tem apostado no reforço do time executivo. Recentemente, anunciou nomes de peso do mercado de tecnologia, inovação e investimentos para reforçar o seu conselho administrativo e demais cargos de alto escalão.

Carolina Strobel, ex-Redpoint eVentures, Sócia da Antler, e Gustavo Roxo Fonseca, fundador da 39A Ventures, chegam para integrar o conselho da Sinqia. João Bolonha, ex-Google, assume como o novo  diretor vice-presidente de Produtos, Pessoas, Tecnologia e Vendas. Já Thiago Rocha, que atuava na empresa como diretor financeiro, assume a vice-presidência de Estratégia, Finanças e Relações com Investidores.

Opinião dos executivos

Ana Carolina Strobel destaca a democratização de acesso aos produtos como uma das principais transformações do setor. “Proliferação de plataformas conectadas, cada vez mais interativas, com menos intermediação, e também a redução dos custos dos produtos financeiros têm sido elementos importantes nesta releitura”, afirma.

Por ter aderido rapidamente aos pagamentos digitais e instantâneos, o Brasil se tornou um dos protagonistas desse cenário. “Temos um dos setores financeiros mais avançados do mundo, e isso fez com que o Brasil fosse o celeiro de alguns dos principais bancos digitais e fintechs globais”, avalia Thiago Rocha.

Segundo o executivo, a inteligência artificial será fundamental para as instituições financeiras aumentarem a sua receita e reduzirem custos, enquanto automatizam processos manuais e mitigam fraudes e outros riscos. “Enxergamos muito potencial na aplicação de inteligência artificial em problemas de negócio nas instituições financeiras”, afirma.

João Bolonha também avalia que existe um movimento acelerado no setor financeiro de redução na escala de custo do processamento, armazenamento e envio de dados. “Simultaneamente, cresce a quantidade de informações digitalizadas ou que nascem assim. Essa combinação forçou um novo paradigma para a gestão e análise de dados, redefinindo o que se tinha até então em áreas como Big Data”, comenta.

“As extrapolações atuais possibilitam novos produtos e melhorias substanciais em análises, com organizações reduzindo análises de risco que ocorriam durante várias horas, algumas vezes até mesmo em dias, para segundos”, complementa.

Empresa referência no setor

Com uma base de mais de 700 clientes, a Sinqia trabalha com plataformas para Bancos, Fundos, Previdência, Consórcios e Digital, além de contar com uma unidade de serviços e o Torq, núcleo de inovação da companhia, que reúne mais de 80 startups em seu ecossistema.

Passando por transformações e entrando em um novo patamar de companhia,  o posicionamento e impacto da Sinqia no mercado é extremamente relevante. Com mais de 2 mil colaboradores, crescimento sólido, ações negociadas na B3 (SQIA3) e a liderança em softwares para o setor financeiro, a empresa está presente em 8 a cada 10 instituições financeiras e processa bilhões de transações diariamente.

Atualmente, a Sinqia provê sistemas essenciais ao funcionamento do mercado financeiro e vem crescendo ao ritmo acelerado junto com o setor.

De acordo com os executivos da empresa, ainda há muito espaço para crescimento. Com  R$ 200 milhões em caixa separados para novas aquisições, a Sinqia visa trazer tecnologias diferenciadas e novas soluções para seu portfólio, que vão ao encontro das necessidades do mercado. Se depender da Sinqia, o sistema financeiro pode continuar crescendo e acelerando as suas transformações.