A Meta lançou nesta terça-feira (23) uma nova linha de óculos inteligentes chamada Meta Glasses, desenvolvida em parceria com a EssilorLuxottica. O preço inicial é de US$ 299, o equivalente a cerca de R$ 1.500 em conversão direta, tornando-os aproximadamente US$ 80 mais baratos do que os Ray-Ban Meta de segunda geração lançados anteriormente. A novidade representa a primeira vez que a empresa lança óculos inteligentes sem as marcas Ray-Ban ou Oakley estampadas no produto, apostando agora em uma identidade própria.
Os modelos já estão à venda nos Estados Unidos pelo site da Meta e em varejistas como Best Buy, Amazon, LensCrafters e Sunglass Hut. Não há previsão oficial de lançamento no Brasil, embora o produto já ofereça suporte ao português, o que sinaliza uma expansão futura. Os óculos chegam com 26 combinações de estilo, distribuídas em três linhas: Meta Adventurer, de visual mais clássico e retangular; Meta Fury, com proposta mais ousada; e uma coleção especial assinada por Kylie Jenner com armacao oval.
Índice
O que os Meta Glasses fazem
Os novos óculos integram a Meta AI diretamente na armacao. O usuário aciona o assistente pressionando um botão na haçte ou por comando de voz. A partir daí, é possível fazer perguntas sobre o ambiente ao redor, identificar objetos, obter informações contextuais, fazer ligações, ouvir música e receber navegação por áudio sem tirar o celular do bolso.
A Meta estreia nos novos óculos o Muse Spark, descrito como o primeiro modelo desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs especificamente para seus produtos físicos. A proposta é oferecer respostas mais contextualizadas com base no que o usuário está vendo, melhor compreensão do ambiente e suporte ampliado para tarefas do cotidiano como agenda, hábitos e recomendações locais. A tradução ao vivo ganhou suporte para 14 novos idiomas no lançamento, incluindo japonês, mandarim, hindi e coreano.
Compatibilidade e personalização
Os Meta Glasses são compatíveis com lentes de grau, e a Meta confirmou que a instalação de lentes personalizadas não afeta a garantia do produto. Os usuários podem escolher entre lentes escuras, transparentes, polarizadas, fotossensíveis do tipo Transitions e versões com grau. A plataforma de personalização é uma resposta direta às críticas às gerações anteriores, que tinham poucos estilos disponíveis.
Outro recurso estreante é a foto dinâmica, que registra vários quadros automaticamente durante uma captura e sugere a melhor imagem para compartilhamento. A câmera segue integrada à armacao, gravando fotos e vídeos em primeira pessoa sob comando do usuário.
O mercado que a Meta domina e o que quer conquistar
Em 2025, a Meta despachou 7,3 milhões de pares de Ray-Ban Meta, volume superior ao que a empresa já vendeu de seus headsets de realidade virtual em qualquer ano. O mercado global de óculos inteligentes atingiu 9,6 milhões de unidades no ano passado, com a Meta respondendo por 76,1% do total, segundo dados da International Data Corporation.
O sucesso dos óculos encorajou concorrentes a entrar no segmento. O Google fechou parceria com a Warby Parker para desenvolver óculos com IA Gemini integrada. A Snap lançou recentemente um modelo de US$ 2.195, apostando em realidade aumentada e posicionando o produto como um possível substituto do smartphone. A Apple mira lançar seus próprios óculos inteligentes ainda em 2026.
A estrategia de Mark Zuckerberg para wearables
Os Meta Glasses fazem parte de uma visão de longo prazo de Mark Zuckerberg para tirar a computação das telas e colocá-la no rosto do usuário. A Meta investiu bilhões no desenvolvimento de wearables com inteligência artificial, apostando que dispositivos vestidos diariamente serão o próximo front de distribuição da IA pessoal. O lançamento de uma linha mais acessível, abaixo dos US$ 300, é parte de uma estratégia de massificação: quanto mais pessoas usarem os óculos no dia a dia, mais dados, mais engajamento com a Meta AI e mais valor para o ecossistema de publicidade e serviços da empresa.
A Meta planeja cortar cerca de 10% de sua força de trabalho global, o equivalente a cerca de 8 mil funcionários, enquanto amplia os investimentos em IA e hardware. O movimento segue o padrão de outras big techs que demitem para realocar capital em inteligência artificial e infraestrutura.
Perguntas frequentes
Qual o preço dos Meta Glasses no Brasil?
Os óculos foram lançados por US$ 299 nos Estados Unidos, cerca de R$ 1.500 em conversão direta. Não há data nem preço oficial confirmado para o Brasil, mas o produto já suporta o português.
Qual a diferenca entre os Meta Glasses e os Ray-Ban Meta?
Os Meta Glasses são a primeira linha da empresa sem a marca Ray-Ban ou Oakley. Chegam com preco mais baixo, mais opções de personalização e a nova IA Muse Spark, mais contextual do que as versões anteriores.
Os Meta Glasses precisam de smartphone para funcionar?
Sim. Os óculos se conectam ao celular por Bluetooth para acessar a Meta AI e outros recursos. Não funcionam de forma completamente autônoma ainda.
O que e o Muse Spark?
Muse Spark é o primeiro modelo de linguagem desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs especificamente para os produtos físicos da Meta. Oferece respostas mais contextualizadas com base no que o usuário vê e ouve através dos óculos.
Google e Apple também estão no mercado de óculos inteligentes?
Sim. O Google firmou parceria com a Warby Parker para óculos com Gemini e a Apple planeja lançar seu modelo ainda em 2026. A Snap já lançou um modelo premium por US$ 2.195 com foco em realidade aumentada.
























