A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, defendeu que a tecnologia diversifique a economia da capital e projetou mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados e mais de 10 mil empregos nos próximos quatro anos. A fala aconteceu em um almoço com representantes do ecossistema de tecnologia promovido pelo Brasília Tech Hub, na sexta-feira, 16 de outubro de 2026. Os números são projeções e não resultados já medidos.

Segundo ela, o plano não depende de dinheiro público. Celina disse que o crescimento viria “sem nenhum centavo do governo”, com recursos de empresas privadas. A promessa coloca Brasília em uma disputa antiga por um lugar de destaque no mapa nacional da inovação, hoje dominado por São Paulo, Florianópolis e Recife.

O QUE A GOVERNADORA PROMETEU

Além da meta de empregos e de investimento, Celina Leão apontou três frentes. A primeira é a formação de mão de obra, com mais cursos técnicos alinhados à necessidade das empresas locais, para que a contratação não dependa de profissionais de outras regiões. A segunda é a criação de uma empresa pública de tecnologia, desenvolvimento e inovação, em parceria com o setor privado. A terceira é a ambição de transformar o DF no que ela chamou de “Vale do Silício do Brasil e do mundo”.

A governadora também afirmou que o setor de tecnologia já é o segundo maior contribuinte de impostos do Distrito Federal. Esse dado dialoga com um levantamento publicado no blog Capital S/A do Correio Braziliense em fevereiro, que mostrava a tecnologia da informação ultrapassando a saúde na arrecadação de ISS.

O QUE É O BRASÍLIA TECH HUB

O hub reúne mais de 130 empresas, segundo o relato do evento. O projeto de um distrito de tecnologia em Brasília, organizado pelo Sindicato das Indústrias da Informação do DF, o Sinfor-DF, teve o contrato definitivo assinado em 25 de junho de 2026, com investimento estimado em R$ 1,05 bilhão.

A gestora é uma sociedade de propósito específico chamada Distrito de Tecnologia e Inovação Antonio Fábio Ribeiro S.A. Entre os parceiros estão a Terracap, a Biotic S.A. e a BRB Administradora, o que traz o governo local para dentro da estrutura por meio da Terracap, empresa pública de terras do DF.

O CRONOGRAMA DO DISTRITO DE TECNOLOGIA

O projeto tem prazos longos. O registro da escritura do terreno deve levar cerca de 30 dias, e as obras estão previstas para começar no primeiro trimestre de 2027. Os primeiros prédios devem ser entregues em cerca de três anos e a ocupação completa deve levar sete anos.

Durante a construção, a expectativa é de mais de 2 mil empregos diretos. Depois de pronto, o espaço terá capacidade para mais de 13 mil profissionais. Esses números mostram que a meta de 10 mil empregos em quatro anos depende de iniciativas além do distrito, já que os primeiros prédios só ficam prontos em cerca de três anos.

POR QUE BRASÍLIA APOSTA EM TECNOLOGIA

A cidade tem uma vantagem própria. Abriga órgãos federais, empresas públicas de tecnologia e uma grande demanda por soluções de governo digital. Eventos como o TecnoGame, que reuniu mais de 101 mil ingressos retirados em abril no Pavilhão do Parque da Cidade com apoio do GDF, mostram que há público e engajamento local para a pauta.

O desafio está em transformar essa demanda pública em empresas privadas de base tecnológica. Isso exige capital de risco, universidades fortes e profissionais qualificados, itens que a governadora tenta atacar com os cursos técnicos e a parceria com o setor privado.

O QUE OBSERVAR DAQUI PARA A FRENTE

Os pontos de atenção são três. O primeiro é se a empresa pública de tecnologia sairá do papel e com qual modelo. O segundo é o início efetivo das obras do distrito em 2027. O terceiro é se os R$ 1 bilhão prometidos virão mesmo de investidores privados, sem aporte do governo.

PERGUNTAS FREQUENTES

QUANTOS EMPREGOS A GOVERNADORA PROJETA?

Mais de 10 mil novos empregos nos próximos quatro anos, com mais de R$ 1 bilhão em investimento privado. São projeções.

QUANTAS EMPRESAS TEM O BRASÍLIA TECH HUB?

Mais de 130 empresas, segundo o relato do almoço de 16 de outubro.

QUANDO COMEÇAM AS OBRAS DO DISTRITO DE TECNOLOGIA?

As obras estão previstas para o primeiro trimestre de 2027, e os primeiros prédios devem ficar prontos em cerca de três anos.

QUAL O INVESTIMENTO DO PROJETO?

O investimento estimado do distrito de tecnologia organizado pelo Sinfor-DF é de R$ 1,05 bilhão, com contrato assinado em 25 de junho de 2026.

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