A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) será realizada de 24 a 29 de novembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e tem como tema este ano Ciência Delas.
A programação reúne atividades da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Há experiências para públicos de diferentes idades, com jogos, exposições, rodas de conversa e sessões de cinema educativo.
O espaço será montado na área central da capital e deve receber escolas do Distrito Federal e do Entorno. As informações constam em comunicados do MCTI publicados em novembro.
Índice
O QUE É A SNCT
Criada em 2004 por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenada pelo MCTI, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é descrita pelo ministério como o maior evento de popularização científica do País. Ela reúne instituições de pesquisa, universidades, museus, órgãos públicos e empresas de tecnologia.
Na edição de 2025, cerca de 100 mil pessoas passaram pela feira e puderam ver e tocar produtos fruto de estudos, como próteses para pessoas com necessidades especiais e óculos de realidade virtual. Os visitantes também tiveram contato com tecnologias de despoluição das águas e resultados de experimentos em várias áreas.
Em outubro, unidades da federação já promoveram a SNCT com ações em escolas, universidades e institutos de pesquisa. A etapa de Brasília funciona como o grande encontro nacional.
O TEMA CIÊNCIA DELAS
A escolha do tema destaca a contribuição das mulheres para o desenvolvimento científico e tecnológico do País. Segundo o MCTI, desde 2023 o ministério investiu cerca de R$ 2 bilhões em iniciativas que incentivam meninas e mulheres a ingressar, permanecer e avançar na carreira científica.
Para a ministra Luciana Santos, o tema vai além de uma homenagem às mulheres cientistas. Ela afirmou que uma ciência forte é uma ciência diversa, e que uma ciência diversa é mais inovadora, mais conectada com a realidade e mais capaz de transformar o país. Segundo ela, valorizar a ciência feita pelas mulheres é uma questão de excelência.
A programação do CNPq inclui jogos de perguntas e respostas, apresentação de dados sobre a presença feminina na ciência brasileira e rodas de conversa com gestoras e pesquisadoras, que contam suas trajetórias profissionais.
A PROGRAMAÇÃO NA ESPLANADA
O MCTI informa que a agenda terá entrega de medalhas das olimpíadas científicas nacionais, feira de ciências com escolas do Distrito Federal e Entorno, exposições interativas, palestras magnas, rodas de conversa e painéis. A SNCT também serve de vitrine para as unidades de pesquisa vinculadas ao ministério mostrarem seus resultados.
O CNPq celebrará seus 75 anos com um estande temático sobre a contribuição da instituição para o desenvolvimento científico brasileiro. A proposta é relacionar descobertas conhecidas do público a cientistas, instituições e iniciativas que receberam apoio do conselho ao longo de sua história.
Para quem vive em Brasília, a Esplanada, que costuma ser associada a ministérios e a manifestações, passa a abrigar por seis dias um espaço de experimentação voltado a estudantes e famílias.
PROJETOS ESCOLARES DA FINEP
A Finep levará dois projetos de estudantes da Escola Estadual Professor Sebastião de Oliveira Rocha, de São Carlos (SP). O primeiro, chamado Tesla, propõe o reaproveitamento de resíduos orgânicos para produzir biogás e biofertilizante por meio de um biodigestor de baixo custo.
Segundo a Finep, a iniciativa surgiu em 2019, a partir de um clube de ciências formado só por meninas, que investigou o desperdício de alimentos na escola. Em abril de 2026, as estudantes participaram, com patrocínio da Finep, do International Creativity and Innovation Award, no Camboja, e conquistaram medalha de ouro.
A escola também apresentará o projeto Meliponini, Jardins Polinizadores, que usa a criação de abelhas sem ferrão como estratégia de educação ambiental e conservação da biodiversidade. O trabalho foi feito em parceria com a Universidade Federal de São Carlos e apresentado, com apoio da Finep, no 21º Seminário Procoas, em outubro, no Uruguai.
POR QUE O EVENTO IMPORTA PARA A TECNOLOGIA
A SNCT costuma ser vista como um evento de divulgação científica, mas ela também mostra o que nasce em laboratórios e escolas públicas e pode virar tecnologia aplicada. Biodigestores de baixo custo, próteses e soluções de realidade virtual são exemplos de como pesquisa e inovação se encontram no mesmo espaço.
Para estudantes e professores do Distrito Federal, a proximidade facilita a visita. Para empresas e startups, o evento é uma chance de conhecer pesquisas financiadas por órgãos federais que ficam sediados na capital.
O MCTI ainda não divulgou, nas notas consultadas, a lista completa de atrações por dia. Quem pretende visitar deve acompanhar os canais oficiais do ministério para consultar horários e acessos.
PERGUNTAS FREQUENTES
QUANDO E ONDE ACONTECE A 23ª SNCT
De 24 a 29 de novembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
QUAL É O TEMA DESTE ANO
Ciência Delas, que destaca a contribuição das mulheres para o desenvolvimento científico e tecnológico do País.
QUEM ORGANIZA O EVENTO
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com atividades de Finep, CNPq e CGEE, entre outras instituições.
QUANTAS PESSOAS PARTICIPARAM EM 2025
Segundo o MCTI, cerca de 100 mil pessoas passaram pela feira na edição de 2025.















