O Brasil enfrenta uma escalada alarmante de ciberataques, registrando uma média de 4 mil tentativas por semana por organização. Este volume supera significativamente a média mundial, que está em 2,3 mil ataques semanais, colocando o país em uma posição de vulnerabilidade acentuada no cenário digital global.
Nos últimos 12 meses, até junho de 2026, o número de ataques no território brasileiro cresceu 44%. A indústria manufatureira emerge como o principal alvo destas investidas, especialmente de ransomware, respondendo por 22% dos casos.
André Pelisser, gerente de projetos e relacionamento em cibersegurança da ETAS Bosch, apresentou estes dados preocupantes. Ele destaca a gravidade da situação, onde a paralisação de linhas de produção por ataques de ransomware se torna uma ameaça real e constante para o setor.
Índice
BRASIL ACIMA DA MÉDIA GLOBAL EM ATAQUES CIBERNÉTICOS
O cenário da cibersegurança no Brasil demonstra uma tendência preocupante. Com 4 mil tentativas de ciberataques por semana, as organizações brasileiras lidam com um volume de ameaças quase o dobro da média global. Este dado sublinha a necessidade urgente de fortalecer as defesas digitais em todos os setores da economia.
O aumento de 44% no volume de ataques nos últimos 12 meses até junho de 2026 sinaliza uma intensificação das atividades criminosas. A sofisticação dos atacantes cresce, exigindo que as estratégias de proteção evoluam rapidamente para conter os riscos.
MANUFATURA INDUSTRIAL: ALVO PREFERENCIAL DE RANSOMWARE
A indústria manufatureira é o setor mais afetado por ataques de ransomware no Brasil, concentrando 22% dos incidentes. Este tipo de ataque, que criptografa dados e exige resgate para sua liberação, representa uma ameaça direta à continuidade operacional.
A paralisação de linhas de produção é uma das consequências mais severas de um ataque de ransomware bem-sucedido. Além do impacto financeiro direto com o resgate e a interrupção da produção, as empresas enfrentam danos à reputação e à confiança de clientes e parceiros.
A ANÁLISE DE ANDRÉ PELISSER DA ETAS BOSCH
André Pelisser, da ETAS Bosch, ressaltou a gravidade da situação. Os dados apresentados por ele servem como um alerta para a urgência em adotar medidas eficazes de cibersegurança. A vulnerabilidade do setor manufatureiro destaca a necessidade de investimentos específicos em proteção.
Pelisser aponta que a prevenção e a resposta rápida a incidentes são cruciais. As empresas precisam ir além das soluções básicas, implementando estratégias robustas que contemplem desde a detecção precoce até a recuperação de sistemas.
VETORES DE ATAQUE: CREDENCIAIS LEGÍTIMAS EM FOCO
Um dos vetores de ataque mais recorrentes são as credenciais legítimas. Cibercriminosos exploram senhas fracas, reutilizadas ou vazadas para acessar sistemas e redes. Uma vez dentro, eles podem se mover lateralmente, escalar privilégios e implantar malwares, como o ransomware.
A gestão de identidade e acesso (IAM) torna-se fundamental para mitigar este risco. A implementação de autenticação multifator (MFA), políticas de senhas fortes e monitoramento contínuo de acessos são medidas essenciais para proteger as credenciais dos usuários.
ESTRATÉGIAS PARA FORTALECER A CIBERSEGURANÇA
Para enfrentar a crescente onda de ciberataques, as organizações precisam adotar uma abordagem proativa e multicamadas. Isso inclui a atualização constante de sistemas e softwares, a realização de backups regulares e testados, e a educação dos colaboradores.
A capacitação da equipe sobre as melhores práticas de segurança digital reduz a superfície de ataque. A implementação de firewalls avançados, sistemas de detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS) e soluções de segurança de endpoint também são cruciais para proteger os ativos digitais.
PERGUNTAS FREQUENTES
O Brasil está mais vulnerável a ciberataques que outros países?
Sim, o Brasil registra 4 mil ataques semanais por organização, quase o dobro da média global de 2,3 mil.
Qual setor é o principal alvo de ataques no Brasil?
A indústria manufatureira é a mais visada, especialmente por ataques de ransomware, respondendo por 22% dos casos.
Quem apresentou os dados sobre os ciberataques no Brasil?
André Pelisser, gerente de projetos e relacionamento em cibersegurança da ETAS Bosch, apresentou estas informações.
Como as empresas podem se proteger de ataques de ransomware?
Adotando autenticação multifator, políticas de senhas fortes, backups regulares, educação de funcionários e soluções avançadas de segurança.





















